Algumas lembranças, os meus fantasmas me dizendo "Buh!"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cobertor quentinho


É estranho esse casamento de tristeza com felicidade. Sorte no amor, azar no jogo. Melancolia de chuva, cobertor quentinho. A gente soma tudo e divide por três, parte minha, parte sua e outra parte o tempo leva. Só nos resta lamentar pelo que não fica. Tem maciez dengosa e boa encostar a cabeça em seu peito. De vez em quando o tempo rouba, e eu nem lembro os dias que passaram. E nem você lembra, embora façamos tanta questão de lembrar. Não me entenda mal, ainda é doce, é puro, é lindo, e há de ser pra sempre. Mas é truque maldoso vir pousar tamanha sombra em nossos corações. Vídeos, fotos, mensagens, aquela caixa cheia de bilhetes e embalagens, a caixinha de três alianças que já são antigas, e bate a vontade de loucura outra vez. Dias de orla, sol, parque, bosque, teatro, cidade noturna, fogueira no lago e séries no sofá. Mas hoje é dia de quarto e cobertor quentinho, e é bom dormir em seu peito relembrando o que o tempo não me roubou. Mas relembrar deitada nesse quarto é ruim. Entende? Mesmo assim, tenho uma esperança boba de que hei de me acostumar a conviver com isso. Se até a alegria consegue conviver com a tristeza, porque eu não aturaria os opostos dentro de mim?
Por hora, tudo que tenho a dizem em nosso favor é "aponta pro destino e rema!"

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