Que amar é punk todo mundo sabe. Agora, se existe um amor mais punk que amor hétero é o amor gay. Deixa-me explicar. Pra mim, é inconcebível vivermos na segunda década do ano dois mil e ainda percebermos quilos de preconceito em cima de quem optou amar (e, se relacionar) com pessoas do mesmo sexo. Amor é amor, independente se seu par e você fazem xixi em pé ou sentados. Esqueça a religião, o Adão e Eva, os dogmas sociais. A natureza está aí pra provar que o amor entre o mesmo sexo existe desde que há vida na terra. Desde os tempos remotos. Desde bem antes das orgias de Alexandre - O grande. A verdade é que é difícil lutar contra a natureza. É difícil calar o amor. Difícil julgar quem está com o coração cheio de coisas boas e tem que se esconder, por medo do que possa enfrentar. Eu sei que, desde a época das nossas avós, as coisas já melhoraram. E sei também que não é fácil pra quem teve uma educação rígida - nesse sentido - aceitar "certas coisas". A nova geração está mais leve, ao que me parece. Mas nem por isso deixam de sofrer, de passar por bullying na família, na faculdade e no trabalho. Na minha opinião o amor devia estar acima de tudo. Ser gay não é problema, doença ou desvio de caráter. Pelo contrário. É a capacidade de ver amor onde os outros não vêem. A verdade é que me incomoda conviver com preconceito camuflado (sim, esse é o pior preconceito). Desde quando amar é pecado SOCIEDADE? As pessoas podem e devem amar quem quiserem. Independente de toda a cafonice. AMOR É O QUE DÁ SENTIDO A VIDA. E quem no mundo tem direito de tirar o sentido da vida de alguém por puro preconceito? Ou melhor: quando nos tornamos assim, tão prepotentes?
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