
Fuga. Eu fugi no momento em que olhei nos seus olhos e ouvi as suas palavras.
Mas eu sabia que voltaria a te ver. E voltaria a fugir. Não sabia que cairia aos prantos nos seus braços. Inventei com você uma nova maneira de secar as lágrimas. Na verdade eu só estava guardando elas pra depois. Aprendi que a batalha entre mente e corpo é quase sempre injusta. Me assombrou como os fantasmas fazem. No banho, na estrada, nos sonhos, nas tatuagens. Lá estava você me assombrando. Na partida de dominó que não terminou com roupas jogadas pelo chão. No lugar disso a fuga. De novo. De fantasma, fantasia. E lá estava você, nos meus sonhos, nos textos, nas tatuagens. Nos meus desejos. Tudo muito bem guardado na minha velha e bagunçada gaveta mental. Fantasiando a vontade do quase impulso de bater na sua porta e jogar de novo ou fugir.
Seus textos são excelentes. parabéns.
ResponderExcluir