
Ah, não sei não. Não é do meu instinto ser moderada. Não está em mim, não entendo. Tomo cinco gotas de floral três vezes ao dia. Ouço musicas com sons de chuva. Tenho frases espalhadas pela casa. Tento meditar. Adoro final de semana no mato. Ando descalça. Invento jeitos de espantar mal-olhado. Mas quer saber? Tudo que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo que eu sou e me consome. Toda, por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.
E me vejo por horas na rua procurando explicações plausíveis pra tudo. Uma contradição? Pode ser. Mas uma coisa eu aprendi no susto. A gente tem um poder - dentro da gente - que não tem tamanho. E pra mim, leonina exagerada esse é um desafio que me faz ficar cara-a-cara, com quem pode ás vezes, se tornar minha pior inimiga: eu mesma. Nunca me disseram que a maior batalha acontece aqui, dentro da gente. (Ou já me disseram e eu não entendi, frases só fazem sentido quando estamos prontos pra ouvi-las).
Por isso hoje, com toda birutisse e uma vontade de aprender que não acaba, eu pego minhas fraquezas, deixo-as enfileiradas. E as estudo como se minha vida dependesse disso. É. Com um pouco de auto-controle nas mãos, um propósito debaixo dos braços e nossos inimigos eternos dormindo, podemos - quem sabe?- nos tornar guerreiros impecáveis. Ou - se não - apenas sorrir mais.
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